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Teta Maia e Ednardo serão homenageados no 32º Cine Ceará

Teta Maia e Ednardo vão receber o Troféu Eusélio Oliveira no 32º Cine Ceará. Fotos: Divulgação

O 32º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema será realizado de 7 a 13 de outubro em Fortaleza. Acesso gratuito. 

A atriz e produtora Teta Maia e o músico Ednardo serão homenageados no 32º Cine Ceará, que ocorre de 7 a 13 de outubro em Fortaleza. As homenagens aos dois nomes que têm suas carreiras marcadas pelo cinema, nas telas e bastidores, vão acontecer no Cineteatro São Luiz, respectivamente nos dias 12 e 13, ocasião em que serão agraciados com o Troféu Eusélio Oliveira.

Teta Maia tem um extenso currículo no cinema, tendo produzido mais de 20 longas-metragens no Ceará e inúmeros curtas. O início foi na década de 1980, na produção de “O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, de Rosemberg Cariry. Com a carreira de atriz iniciada no teatro também nos anos 80, no cinema atuou em vários filmes, entre eles, “A Saga do Guerreiro Alumioso”, “Corisco e Dadá” e “Siri-Ará”, de Rosemberg Cariry; e “Milagre em Juazeiro”, de Wolney Oliveira.

Tornou-se um nome reconhecido como produtora cinematográfica, permanecendo ainda hoje em intensa atividade, exercendo funções diversas em curtas, longas e séries. São inúmeros trabalhos feitos com os diretores Rosemberg Cariry, Geraldo Sarno, Firmino Holanda, e seus filhos Petrus Cariry e Bárbara Cariry. Os mais recentes foram as séries “A 3º Era do Espírito Santo: a fé, a festa, a utopia” (2022) e “Juazeiro: chão sagrado” (2019), de Rosemberg Cariry; e “Caminho de volta” (2022), de Arthur Leite e Petrus Cariry; o curta “Foi um tempo de poesia” (2021), de Petrus Cariry; e os longas “Pequenos guerreiros” (2022), de Bárbara Cariry; “A praia do fim do mundo” (2021), de Petrus; “Escravos de Jó” (2021), de Rosemberg; “Sertânia” (2020), de Geraldo Sarno; e “A jangada de Welles” (2019), de Firmino Holanda e Petrus Cariry.

Ednardo é um dos grandes nomes da música brasileira, tendo despontado na mesma época de seus conterrâneos Amelinha, Belchior e Raimundo Fagner. É autor de várias trilhas sonoras de cinema e televisão. No cinema, assina as trilhas de “Luzia Homem” (1987), de Fábio Barreto; “Tigipió” (1985), “O Calor da Pele” (1984), de Pedro Jorge de Castro. O longa "Luzia Homem", em que participou também como ator, teve bilheteria recorde no Brasil, sucesso na Europa nos Festivais de Huelva (Espanha) e Cannes (França) e em tv nos Estados Unidos. “Tigipió" teve a trilha premiada nos festivais de Karlov Vary (na atual República Checa) e de Verona (Itália). Ednardo foi produtor, roteirista, diretor e autor da trilha do filme “Cauim”, onde evidencia sua proximidade com o universo do maracatu cearense e do cinema. O filme foi projetado em shows do disco homônimo, realizado em 1978 pelas principais capitais brasileiras.


Em televisão, destaque para as novelas Saramandaia (1976), na Rede Globo, sendo de sua autoria o tema de abertura, “Pavão Mysteriozo”, e Tocaia Grande (1995/1996), na TV Manchete, baseada na obra homônima de Jorge Amado, interpretando a música “Cordel Tocaia Grande”, de sua autoria, no encerramento do último capítulo.

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